6 Dicas financeiras para NÃO seguir

dicas financeiras para não seguir

Quando o assunto é cuidar do nosso dinheiro, o que não faltam são dicas financeiras por aí e todo mundo tem uma opinião a respeito.

É, sim, muito importante ter conhecimento para fundamentar nossas decisões, mas é preciso ficar atento se os conselhos que recebemos são mesmo vantajosos. Antes de seguir uma dica, pesquise se ela é mesmo boa para o seu momento atual ou se teriam outras opções que farão seu dinheiro render mais ou de uma forma mais segura.

Veja agora 6 dicas financeiras muito presentes no senso comum, mas que podem não ser tão interessantes assim.

1. “A vida é curta e dinheiro é feito para gastar”

De fato, o dinheiro que recebemos fruto do nosso trabalho ou outras fontes de renda é importante para nos ajudar a realizar sonhos e conseguir aproveitar a vida. Porém, é necessário ter um equilíbrio.

Além dos gastos do dia a dia, procure ter controle financeiro para construir a sua aposentadoria, a sua reserva de emergência, ter investimentos de médio prazo para conquistar metas como uma festa de casamento ou uma viagem internacional.

Quando você tem consciência dos seus objetivos de curto, médio e longo prazo, pode construir uma carteira de investimentos que atenda a essas necessidades. Assim, você usa seu dinheiro para curtir os bons momentos da vida, mas também terá segurança em caso de imprevistos.

2. “Deixe todo seu dinheiro na poupança, é mais seguro”

A poupança é mesmo um tipo de investimento seguro e é por isso que 80% dos brasileiros investem na caderneta. Porém, essa opção não é interessante para as suas finanças, veja porque:

  • A poupança pode render menos que a inflação. Com rendimento de 1,40% ao ano, mais a Taxa Referencial, seu dinheiro está praticamente parado na poupança e, quando for resgatado, valerá menos por causa da inflação.
  • É preciso esperar o aniversário da aplicação para resgatar o dinheiro. A poupança tem um prazo de 30 dias para que você possa resgatar o valor e pegar o total do rendimento. Você até pode retirar antes (já que a liquidez é diária), mas perderá o valor rendido naquele mês.
  • Existem opções mais rentáveis e tão seguras quanto. Procure por investimentos de renda fixa com baixo risco, como os títulos do Tesouro Direto e CDBs, por exemplo.

Olha só um conteúdo completo que preparamos sobre porque você deve sair da poupança.

3. “Faltou dinheiro no fim do mês? Use o cheque especial!”

Poderíamos unir esse conselho a outro também muito comum: “está sem dinheiro? Passa no cartão”.

O cheque especial e o cartão de crédito são alternativas existentes para cobrir seus gastos quando falta dinheiro no fim do mês ou para parcelar compras com valores mais altos do que você teria no momento.

Porém, apesar de parecerem bons aliados à sua vida financeira, ambos funcionam como empréstimos, com juros extremamente altos. No cheque especial, por exemplo, os juros podem chegar a mais de 200% ao ano e 10% ao mês, a depender do seu banco.

 Ao recorrer a esses recursos, você abre a possibilidade de não ter como pagar essa dívida criada e, caso não consiga pagar a tempo, terá uma dívida muito maior.

Além disso, se você não conseguir pagar, ainda poderá ter o CPF negativado nos órgãos de proteção ao crédito (como SPC e Serasa) e outras consequências negativas recairão sobre sua saúde financeira.

4. “Pague só o mínimo do cartão de crédito”

Existe uma crença comum de que se você pagar apenas o mínimo do cartão de crédito, terá mais dinheiro no fim do mês. Na prática, isso até pode ser verdade. Mas a questão é que quando você deixa de quitar a fatura integralmente, são cobrados juros rotativos altíssimos sobre esse valor.

O rotativo do cartão de crédito é como um empréstimo que o banco oferece por 30 dias para quem não pagar a fatura inteira. Sobre esse valor restante incidem taxas de mais de 300%, o que faz com que sua dívida se torne bem maior. Quanto mais tempo passar, mais juros você vai pagar e, daí, tudo se transforma em uma bola de neve.

Ou seja, antes de usar o cartão de crédito, certifique-se que você terá o valor total no mês seguinte. Veja como se livrar da dívida do cartão.

5. “Faça um título de capitalização”

Vamos começar com uma pergunta simples: você conhece alguém que ganhou um prêmio no título de capitalização?

Apesar dos gerentes (sobretudo de grandes bancos) venderem a imagem do título de capitalização como uma combinação entre economia programada e sorteio, que você aproveita para guardar seu dinheiro enquanto concorre a prêmios, isso pode ser uma verdadeira cilada.

Além do título não ser uma forma de investimento – já que ele não rende, é apenas corrigido ao final -, é muito difícil ganhar os prêmios.

Você deixa seu dinheiro preso por quatro a cinco anos, quando poderia investir em ativos com melhor rentabilidade e fazer seu dinheiro trabalhar para você. Além disso, se você resgatar o valor antes do previsto em contrato, você perderá uma boa quantia. Ou seja, não é um bom negócio.

6. “Quer comprar algo caro? Faça um consórcio”

Consórcio também não é um investimento, já que o dinheiro aplicado não terá rendimento. O consórcio é um método de compra que reúne um grupo de pessoas para pagar mensalidades que, somadas, permitem adquirir um produto ou serviço.

Todo mês, um dos consorciados é sorteado para adquirir uma carta de crédito para compra à vista. Além disso, os consórcios permitem fazer lances para antecipar as prestações – o que funciona como um leilão.

A armadilha que muitos bancos e seguradoras fazem é dizer que o consórcio não tem taxas de juros, quando, na verdade, cobram taxas de administração. Fora isso, pode levar anos para que você seja sorteado e, com o tempo, a conta pode ficar cara.

Não é que o consórcio seja sempre um mau negócio. Se você tem um valor mais alto disponível agora para dar um lance, pode aumentar suas chances de conquistar a carta de crédito.

Apesar disso, é preciso ainda se atentar que será necessário pagar por outros custos ao adquirir o imóvel ou veículo consorciado, como impostos, escrituras, reajuste anual do próprio consórcio, taxas de cartório e outras. Então, você deve contabilizar esses gastos extras.

Mas, se você quer usar o consórcio apenas para juntar dinheiro e conseguir comprar um veículo, por exemplo, existem formas melhores para economizar e investir até ter o montante necessário.

Mas quais dicas seguir?

Como você viu, existem muitos conselhos e dicas financeiras que é melhor não seguir. A principal dica aqui é sempre pesquisar antes de tomar alguma decisão que envolva seu dinheiro. Afinal, ele é valioso e representa todo seu esforço no trabalho.

Por isso, continue estudando e aprendendo sobre finanças pessoais para tomar suas decisões com mais embasamento. Aqui no blog da EmCash damos várias dicas interessantes para você ter mais controle com suas contas.

Se você está com problemas financeiros, então veja agora 6 dicas de controle financeiro para pagar suas dívidas.

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